terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mãe e seu inferno existencial.

           Por Vitalina de Assis.

    


                
                                                                                                                  
                  
Tem coisas que jamais serei capaz de compreender ou aceitar. Não consigo entender o sentido da vida, se é que tem algum sentido ou propósito de fato, ou se  os inventamos para justificar nossa existência como se a falta deles, fosse um crime hediondo, um pecado imperdoável.


Já me questionei milhares de vezes sobre o porquê de eu ser como sou. Poderia ser eu, uma pessoa melhor? Mais humana, mais compreensiva, mais tratável? Quanta vida tem que se viver ou que sacrifícios podemos fazer para sermos quase perfeitos? Pois a perfeição não é algo que esteja ao alcance de pessoas. Talvez os animais sejam perfeitos porque não falam, não fazem valer seus direitos ou opiniões, não discutem, não respondem e não emitem juízo de valores a despeito de. Simplesmente estão por aí, presente, sincero, amigo, calados. Prontos para demonstrar que consideram  nossa vida importante, prontos para sumir de nossa presença caso verbalizemos isto, prontos para ficarem próximos a encarar-nos com olhos compreensivos. Tendo-os assim tão solícitos, podemos na mesma proporção, compará-los aos animais selvagens que, se descuidarmos, são capazes de tirar nossa vida.


Pergunto-me todos os dias onde falhei ao gerar filhos, não falhei no ventre, nasceram sadios, perfeitos, no tempo certo. Não falhei na amamentação, dei-lhes o peito enquanto quiseram sugar. Na alimentação lhes dei o melhor que as condições permitiam, não descuidei do almoço, não omiti o jantar, não falhei no lanche. Quanto ao vestuário, roupas  limpas e bem passadas. Não sentiram frio que eu não pudesse aquecê-los, não passaram fome, não ficaram ao abandono, ao relento, ou desprotegidos. Enfrentei perigos, perdi noites de sono, deixei de preocupar apenas comigo, me doei. Deixei de comer o melhor para que o melhor fosse dado a eles.


Amor? Não tenho dúvidas de que foram amados desde o primeiro instante em que  soube de sua existência em minhas entranhas. Por nenhum segundo sequer desejei que ali não estivessem e se o tivesse feito, seria um destes deslizes da maternidade com os quais aprendemos a conviver e  a nos perdoar. Amei e amo como somente quem gera pode amar. Meus atos não dizem que amo? Que atos então deveria ter para que os mesmos falassem de amor? Quando tudo ruiu ao meu redor, me mantive sã, permaneci presente mesmo em dores e desejos de não existir. Permaneço presente mesmo quando sinto que falhei sem saber aonde e quando.


Ensinei gratidão? Ensinei honrar, amar, respeitar? Dei educação e bons modos? Parece-me que foi aqui que falhei. Ensinar palavrinhas mágicas: por favor, obrigada, me desculpe, não faz necessariamente uma pessoa grata e solidária. Não se ensinam a serem pais em escolas, e muito menos se ensina a serem filhos. Quem ensina isto afinal? Nossos pais? Aprenderam eles com seus pais? Ensinamos nossos filhos? Afinal, quem ensina quem? Não me ensinaram, não possuo este conhecimento, e também não me sinto apta a ensinar. Cobro-me, me cobram e falho nos resultados, nas cobranças, nos erros e acertos. Tenho erros, muitos erros, mas quem os julga? E que parâmetros temos por base? Tento acertar todo tempo. Penso que os anos vividos, na medida em que vão se distanciando dos anos passados, possuem uma cartilha e o dom de ensinar. Será?


Devo ser uma pessoa má, egoísta, o tipo de mãe que “além de não ajudar, ainda atrapalha”, é o que ouço como se fosse uma sentença. Faço o que penso que posso, faço o que acho que é certo, faço o que minhas limitações permitem. Não sou perfeita, pior, nem razoável me considero na arte “ser mãe”. Posso mudar? Não sei dizer. Quero mudanças? Todas as que me forem possíveis. Quero trabalhar por estas mudanças? Pagar o preço do aprendizado? Ou quero apenas aceitar minhas limitações, meus entraves, minha " insolução”  ante as possíveis soluções? Não sei o que realmente quero.


Quero uma mágica que faça tudo por mim, não são assim as orações? Transforma-me, enquanto sou eu, sou eu, sou eu - que não faço, que não desejo inteiramente, que responsabilizo o outro, que talvez culpe a Deus em alguns momentos insanos, e que se dane o mundo. Então, tento não falar. Tento me calar. Tento me omitir ou ainda, tento fazer, mudar, fingir.


Quero o silêncio de dias calmos, quero a paz de dias idos, quero a sorte de mudar. Quero sumir, sem me ausentar. Quero morrer, sem descer ao túmulo, quero permanecer presente, sem ser notada. Quero mudar. Quero mudanças. Mudar os outros.


Quero poder...

 

33 comentários:

  1. Querida Vi,

    Vc conseguiu retratar em palavras o que por vezes acontece no universo maternal, parabéns. Perfeito o seu texto. São muitas as angústias neste ato de ser mãe, mas são muitas as alegrias também.

    Amo tudo por aqui.
    Bjs,
    Lory

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  2. Oba, oba!!

    Que bom que deu certo! Sabe que também sofri semana passada com esses sustinhos do blog... rss...

    Quanto a essa postagem,
    minha amiga, que texto!
    Caramba!!
    Um desabafo de "mãe", com todas as dúvidas e certezas que a gente sempre tem, nessa condição.
    Claro que a gente sempre faz o que pensa ser o melhor e o mais correto. Mas somos humanas e falíveis, e acho que aí é que está a graça de tudo!
    Mas uma coisa a gente sabe que é certa. Nenhum amor é maior que esse "de mãe".

    Gostei muito do que li aqui!

    Um mega beijo e meu sempre carinho, moça bonita!

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  3. Segue comentário da minha amiga, MANUELA BARROSO, enviado via e-mails por causa de dificuldades ao postar por aqui.


    Manu
    Aqui vai o Comentário:

    Minha querida amiga Vi!

    Quanto me enterneceu essa deambulação por dentro de sua alma como que procurando as falhas que puderam nunca ter existido e não serem elas mesmas a causa do mal estar que se pode gerar e do qual seremos sempre o bode expiatório.

    Não somos perfeitos! Era melhor...se assim fosse não estariamos a expurgar nossas penas. Sim, porque a existir purgatório, aqui... deve ser um deles! E quer maior prova de amor do que ser mãe?Quer maior ato de amor do que transmitir vida?Quer maior heroísmo do deixarmos de ser nós para sermos um prolongamento do que geramos (ou melhor...vice-versa...)?

    Maior dádiva do nos esquecermos, para vivermos nos filhos? Maior dom do que darmos o melhor de nós?

    Não minha querida Vi! O nosso papel, será sempre cumprido desde que estejamos presentes.Mas se nem o que hoje pensamos tem mais valor...porque ja "era"!... Todas as mães são ótimas. Uma mais que outras. Umas com mais palavras mansas que outras, mas talvez com mais "amens"! "Esta tudo bem"!(Mesmo que não seja exatamente asssim!

    E o fato de fazer essa reflexão que é extensível a quase todas...prova que é uma mãe, que se preocupa. Que não falha.O que pode, é não pactuar com tudo! E assim tem de ser!

    A perfeição querida Vi, só está na imperfeição.Porque só se atinge a perfeição...quando sentimos que há algo a corrigir! E como seres pensantes, agimos conforme o pensamento,precisamente para nos corrigirmos...

    E eu não quero a perfeição porque é inatingível.É do domínio do divino.E estou cá, para atingir a meta.

    E e melhor escola da perfeição seja em que domínio for, é aprendermos com o nosso íntimo que nos fala, o nosso coração que nos segreda, a nossa cumplicidade íntegra! Porque o tal nosso EU...está precisamente dentro de nós!

    E obrigada por deixar que o seu EU, se revelasse. Mostra simplesmente o que é!Verdadeira,um ser Humano radiante completamente em sintonia com o Universo!

    Adorei.Cada amiga, cada estrela!

    Grande abraço.
    Manuela Barroso.

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  4. Vi!

    Não tenho dúvidas que você fez o melhor que poderia ter feito... Porque não há amor mais disponível, entregue, cuidadoso e abnegado, que amor de mãe. A gente está lá, sempre, ao lado ou atrás da porta vigiando os passos. E nosso maior desejo é que nossos filhos deem certo; amem e sejam amados; cresçam bem, saudáveis e sejam pessoas de bem. É por esse desejo que trabalhamos até o último suspiro de vida. Uma vida que deixa de ser nossa e passa a ser deles, assim que eles desocupam o nosso útero e passam a ocupar os nossos braços.

    Faço minhas as palavras da sua amiga Manuela, porque ser mãe é realmente divino. Eu descobri isso há dois anos atrás quando eu fui mãe. E hoje, antes de ser Erica, sou a MÃE DA ANA!

    Tudo se encaixa no momento certo. Até a dúvida quando se encontra com a certeza. Fique em paz.

    Bela reflexão, como sempre!

    Amo tudo aqui!

    Beijos, minha querida Vi

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  5. Oi querida!

    Amiga, seu texto está perfeito e digno de ser publicado em um veículo de grande divulgação ou até mesmo ser lido na abertura de programas como o da Ana Maria Braga.

    São reflexões como esta que mostram a força que cada mãe possui em meio a tantas fragilidades que as cercam. Estamos sempre envoltos em angústia desde o momento da concepção, se seremos ou não boas mães.

    Extensivo também aos pais, com certeza.

    Grande Beijo.

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  6. Estupendos los posts que nos dejas. Como siempre un placer haberme pasado de nuevo por tu espacio.

    Saludos y buen domingo.

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  7. Vitalina,seu texto parece que foi escrito para mim! Vesti a carapuça!Por mais que façamos como maes, sempre acabamos nos cobrando e achando que poderíamos ter feito melhor!Eu tb sinto-me assim e nem posso te consolar,porque me cobro demais!Acho que precisamos aprender a deixar a vida nos levar,quando se trata de filhos!...rss...maravilhosa sua cronica!Bjs e boa semana!

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  8. Sê como és e gosta de ti assim!
    Só dessa forma poderás ter o poder que queres... mas esse só vem depois!

    Um grito lindo que gostei imenso de ler!
    Beijinhos

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  9. Mas tu podes!!! Basta acreditar que tudo é possivel, mas começa por acreditar em ti própria!!!

    Belo o teu texto.


    Beijos,
    AL

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  10. Muito bom o texto, deu pra refletir bastante...

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  11. Fantástico, lindíssimo oque escreveu...e doloroso.

    Tenho lá em meu blog uma frase que é meu lema de vida:

    SEJA VOCÊ a MUDANÇA que DESEJA VER NO MUNDO...ou nos OUTROS...


    As pessoas normalmente não mudam muito, são como são...

    Muitas vezes eu precisei me mudar (pequenos gestos, atitudes, demonstrações de amor) para conseguir em algumas outras pessoas o que eu queria...e é incrível: FUNCIONA.

    Se queremos um mundo melhor, TEMOS que ser melhores...se queremos pessoas mais amáveis conosco, temos que ser mais amáveis também, se queremos mais produção, temos que produzir mais...se queremos respeito, temos que respeitar...acima de tudo a nós mesmos.

    E você PODE...todos PODEMOS.

    Basta acreditar na sua capacidade interna de MUDAR, e não tenha MEDO.

    Eu precisei ACEITAR muitas coisas em minha vida que antes eu não aceitava de forma alguma...hoje sou mais LEVE...hoje tenho PAZ.

    Somos FLEXÍVEIS, temos este poder...

    Muito , mas muito difícil brigarem comigo...pois procuro sempre falar e responder a qustionamentos em voz baixa e pausada.

    Aprendi a fazer silêncio....ele fala tão, mas tão mais alto do que qualquer discussão mais inflamada...

    Isto tudo não quer dizer que me omito, ou que engulo enormes sapos....apensa descobri a minha fórmula mágica de ser mais FELIZ, comigo e com este mundo que nos cerca...

    E digo sempre assim: It´s MY WAY....

    A propósito ouça esta música....é um dos hinos da minha vida!

    Adorei seu blog, passo a segui-la e esteja mais vezes lá em meu OLHAR, onde só vale se OLHAR DENTRO DOS OLHOS!


    Um beijo com meu carinho,


    Bia

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  12. Oh, Fabulosa e Extraordinária Amiga:
    Registei:
    "...Pergunto-me todos os dias onde falhei ao gerar filhos, não falhei no ventre, nasceram sadios, perfeitos, no tempo certo. Não falhei na amamentação, dei-lhes o peito enquanto quiseram sugar. Na alimentação lhes dei o melhor que as condições permitiam, não descuidei do almoço, não omiti o jantar, não falhei no lanche. Quanto ao vestuário, roupas limpas e bem passadas. Não sentiram frio que eu não pudesse aquecê-los, não passaram fome, não ficaram ao abandono, ao relento, ou desprotegidos. Enfrentei perigos, perdi noites de sono, deixei de preocupar apenas comigo, me doei. Deixei de comer o melhor para que o melhor fosse dado a eles..."

    Um texto doce, terno e maravilhoso.
    Chega a enternecer pela pureza, encanto e ternura.
    Claro que não errou, amiga. Tem imenso valor.
    Um texto fantástico e gigantesco que me fascinou até às lágrimas, tamanha a doçura das palavras sublimes criadas por si.
    Bem-Haja, pela amizade pura, amiga.
    Beijinhos de pureza amiga.
    É notável.
    Com admiração constante.

    pena

    Mágica e linda.
    MUITO OBRIGADO pela sua atitude simpática no meu blogue.
    É enorme, amiga maravilhosa.
    Adorei.
    O seu blogue fascina.

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  13. ola Amiga

    belo este seu texto, uma reflexão interior, e só se interrogando a gente consegue melhorar toda a nossa atitude. eu de minha mãe aproveitei tudo o que recebi, muitas vezes não e aquilo que uma mãe pode dar, mas sim aquilo que os filhos querem aproveitar.

    agradeço a sua visita e as suas palavras.

    um abraço poetico

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  14. Vim agradecer a visita e recebo uma lição de vida.
    Obrigada por sua visita no coração e seu belíssimo texto.

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  15. .


    Amar um filho é amar a edição
    melhorada da gente.
    Ninguém quer morrer por amor,
    mas matar de amor.
    Ninguém se quer fraco pelo
    sentimento maior, mas se for-
    talecer a cada dia. Ninquém
    se vê sozinho, meio morto ou
    sofrido por amor, mas se vê
    em dobro, com duas caras; uma
    de felicidade suprema e a ou-
    tra escondida na tristeza das
    noites não dormidas.

    Eu não quero sofrer por amor,
    mas quero amar até que eu mor-
    ra.

    silvioafonso







    .

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  16. ESTE COMENTÁRIO FOI FEITO ATRAVÉS DO MEU EMAIL, TOMO A LIBERDADE DE TRAZÊ-LO PARA CÁ.

    JOAO CARLOS FERREIRA para mim

    Prezada Vitalina
    Primeiramente, com todo o respeito vc está lindíssima.
    A concepção da palavra mãe no foco inferno existencial, porque sendo mulher é a que gera os filhos e no período mais difícil é insubstituível.
    O inferno existencial é momentaneamente causado pela sua trasnformação, os contra dos traumas pós parto, e ainda não podendo exercer as suas atividades normais do dia dia.
    Se é dependente de homem daí começa o seu inferno existencial, pois, tem que aceitar tudo o que vem pela frente.
    Mas isso passa pois a mulher ultrapassa o inferno existencial momentâneo, dá a volta por cima e continua a mandar nos homens e pode ter certeza que temos um exemplo disso no Brasil.
    A 1ª dama teve seu inferno existencial, mas com persistencia, inteligencia, carisma, ética e vontade de vencer vemos o resultado.
    É a minha opinião pessoal para vc.
    Atenciosamente.
    João Carlos

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  17. Querida amiga

    Palavras
    para serem
    sentidas,
    respondidas,
    e acariciadas,
    com o melhor
    dos sentimentos
    que habitam
    o coração.

    Que os sonhos te habitem
    o coração, sempre...

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  18. Certamente já mudou, muda e mudará. Seu texto é um desabafo verdadeiro e apropriado para todas as mães. Nem tudo acontece como planejamos porque não conseguimos estabelecer caminhos para outras pessoas.

    Bjs.

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  19. E queria poder atravessar oceanos, e dizer-te que o melhor do mundo além das "crianças" como dizem, são as mães!
    E de uma mãe para outra mãe, vai um pedacinho de coração num abraço.
    Bji, querida Vi.
    Manu

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  20. Obrigado por não ser, sou
    Mas, por educado ser
    Pelo seu comentário deixado
    Venho aqui agradecer
    Faz parte da minha maneira
    Pela força da razão
    Com inteligência quero dizer
    Com amabilidade sua visita
    Com suas palavras de saber
    Numa merecida ocasião
    Tocando seus dedos nas teclas
    Palavras sinceras soube escrever
    Foram estas as palavra minhas
    Para obrigado a você dizer.

    Desejo uma linda noite para você,
    Um beijo
    Eduardo.

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  21. Tentei ler mas não consegui.
    Não seria melhor dar um pouco mais de contraste ao texto?

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  22. Oi Vitalina!
    Teu texto é pungente,mãe só erra para mais; mais amor, mais carinho, mais cuidado,sempre por mais.
    Erramos, é claro, somos seres humanos.
    Mas,como sempre digo, filho não vem com manual de instrução,por isto os erros.
    http://zilanicelia.blogspot.com/
    Abrçs

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  23. Belo texto mãe palavra concreta em sí e por si somente. Vim lhe agradecer as palavras Vitalina, seja sempre bem vinda.
    Um abraço!

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  24. eu nao sei o que isto significa, nao fui mae.

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  25. Escreveu divinamente lindo, hiper feliz por sua visita que me deixou muito feliz, beijos carinhosos!

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  26. Ai, coração.....
    E agora, o que faço?
    Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....
    Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....
    Estou de volta a minha solidão
    Ela sorri e me abraça.
    É tão frio seu abraço, tão vazio
    E tão cheio de nada....
    Chove, coração...
    Esta ouvindo?
    Até parece que a natureza adivinha...
    Ela é sabia, pois traduz
    O que estou sentindo,
    Pois as lágrimas que verti por dentro,
    Estão lá fora, inundando o mundo.
    De repente, quem sabe,
    A chuva que agora ouço,
    Pode servir de cobertor
    Aos solitários,
    Aos sem ninguém
    E que, por terem a solidão como companheira
    E não terem ninguém com quem compartilhar-se
    Sentem mais que muita gente
    Sentem mais profundamente.
    E agora, coração?
    Quem vai ouvir o meu grito?
    E entender o meu pranto?
    Não existe mais o acalanto,
    Não existe mais o aconchego
    Não existe mais o ombro amigo.
    E agora, coração?
    O que faço?
    Sou forte,
    Mas também,
    Sou criança.
    beijos carinhosos! parabéns pelo texto!

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  27. Adivinha-se um drama neste texto, mas não conhecendo a pessoa nem a história é-me impossível dizer mais que isto:
    - Sê feliz com as pequenas alegrias do teu dia-a-dia. E esquece os problemas cuja solução não está ao teu alcance. Deus existe para tratar dessas coisas, deixa-o fazer o seu trabalho.

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  28. Viver é......
    Difícil.....

    Buscar, talvez seja o caminho...

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  29. Vamos aprendendendo..
    vamos aprendendendo...

    A morte, talvez uma para?

    Somos pais, mas somos flhos!!!

    Não vamos parar de apender!
    Os dias passam, meu filho fica mais velho,
    eu fico mais velha,
    minha mãe fica mais velha e....
    estamos aprendendo, estamos..

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  30. REALMENTE, MARAVILHOSA E REALISTA ESTA POESIA.QUEM É MÃE SABE DO QUE SE TRATAM ESSAS PALAVRAS. PARABÉNS!!!!

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  31. Comentário de Luiz Mário da Costa em 11 outubro 2011 às 19:24
    (Transcrito da minha página, na Casa da Poesia que foi desativada.)

    - Amiga, poetisa, que imprensado me colocas com tuas abordagens, como iniciar um comentário para teus questionamento: Insegurança existencial, fragilidade.

    A melhor maneira de dissipar todos estes reflexos é teres a consciência que somos regidos pelo sobrenatural, no humano só existe a força bruta, e salve-se os poetas que em si são sensíveis e emotivos; prova disto é seu texto, onde entregas de corpo e alma, que algo não vai bem, mas, na verdade vai, porque estes escritos tem o poder, de exteriorizar e diluir-se feito evaporação (irradiado de uma luz especial que tá bem perto de ti) dissipando-os de tua memória. O que tens que fazer não é nada, só meditar nas tuas próprias palavras que há saída:

    "Queria o silêncio de dias calmos" é só ir em busca, que esse silêncio vai te acalmar, pode estar na primeira esquina, contempla a a paisagem que estar ao seu redor, falo a paisagem da natureza que por força do vento a todo instante muda, assim sendo, é eterna inovação, eterna novidade, assim devemos fazer de nossa vida: "Queria permanecer presente", e vai, não precisa sumir, a alternativa está no reverter do teus pensamentos agora vai questiona as coisa ao contrário de como estás a questionar, transforma o que está no singular em plural.

    Mário Bróis...

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  32. Comentário de Luiz Mário da Costa em 11 outubro 2011 às 19:33
    (Transcrito da minha página, na Casa da Poesia que foi desativada.)

    - Agora um comentário menos apreensivo. Nem todas as mães são capazes de fazer o que fizeste aqui, abordar dilaceradamente. Muitas mães sofrem, mas não se abrem, vou te dar um exemplo, outro dia falei prá um filho meu que de tanto me doar pra eles, esqueci a mãe deles e findei perdendo-a, separamo-nos, e eu disse abra bem seus ouvidos para o que vou te dizer; ele baixou a cabeça e ao levantar disse então quer dizer que nós (filhos) temos culpa de sua separação com nossa mãe; eu olhei nos olhos dele e nos abraçamos, e eu disse ao seu ouvido sim, mas o nosso amor permanece, vivo para outro ser, depois disso nos tornamos mais amigos que antes.

    As verdade tem que ser explicitadas, para remover sentimento que não nos estão fazendo bem.

    Um beijo poetisa ousada e irreverente, feliz seja tua estadia entre nós.

    Mário Bróis..

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  33. Comentário de Eduardo de Azevedo Soares em 11 outubro 2011 às 23:31
    (Transcrito da minha página, na Casa da Poesia que foi desativada.)

    Poetisa! Olhe-se no espelho e se pergunte. Eu sou o que vejo no espelho? Tenho a certeza que respondera, não, eu sou mais do que vejo no espelho. A verdadeira vida é espiritual. Como mãe procurou dar para os seus filhos o melhor, porém, eles são do mundo e por ele serão transformados conforme as suas vontades e tendências. Como mãe ensinou a eles quais os princípios bons e quais os ruins. Se algum não seguiu o caminho que gostarias, não te recrimines, pois, fizestes o que acreditavas ser o melhor. A cada um o seu merecimento!
    .

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Queridos!

Seu comentário muito me honra!

Sinta-se à vontade para avessar comigo.

Beijos e até.