Por Vitalina de Assis.
No início apenas Conselheiro
mas quantos podem gabar-se de terem um?
Um Conselheiro amigo
presente
bom ouvinte.
Dizem que se conselho fosse bom
Ninguém dava
Vendia.
Mas tem coisas que não tem preço
Dinheiro não paga.
Um Conselheiro que além de conselhos,
Pentelhos, dizia ele
Foi se mesclando...fundindo....
Aconteceu!
Conselheiro e conselho não se pode separar
Ou
Conselho e Conselheiro
Quem poderá dizer?
Na multidão de conselhos fez-se o amigo.
O Conselheiro transcendeu!
O conselho?
Palavras ditas não são apenas palavras
Palavra disfarce.
Disfarçando vidas...
Palavra disfarce.
Disfarçando entregas...
Palavra disfarce.
Disfarçando amor...
Palavra disfarce.
Disfarçando segredos...
Alojou-se o medo...
Medo cortante
Medo castrador
Medo insano
Medo que ata
Aprisiona...
Prende os pés
Algema
Põe venda
Tira visão
Medo prisão.
Medo se ocupa... O Presente turvar. O Futuro prender. O Amanhã não virá.
O Presente?
Medo confunde, não deixa vivê-lo
O Presente?
é o que se tem
Medo castra, medo se impõe.
O Presente?
é o que se vive...
Medo mata
O Presente?
é um presente...
Medo rouba
O Presente?
nos dias maus que virão, trará contentamento.
Doce lembrança do que se pôde viver sem medo
Doce lembrança do que se pôde viver com intensidade
Doce lembrança do que se pôde viver com gozo
Doce lembrança do que se pôde viver com alegria
Nos anos em que a vida se vai
Em que o brilho no olhar se perde na eternidade tão próxima!
O que atrás ficou
vivido foi
O que gozado foi
eternizado ficou
Te acalenta
Te acalma
Te declara:
Viveste tudo que tinha para ser vivido
Sorveste até a última gôta
Gozastes na essência
O que a vida generosa trouxe.
Na transição da vida não há lugar para arrependimento
Na transição da vida, a lembrança nunca esquecida de um amor vivido
Ilumina tua passagem
Na estrada da vida, sua mais doce lembrança




