sexta-feira, 13 de maio de 2011

Espalhar pedras, ajuntar.

Por Vitalina de Assis.

 
 
Somos tão conscientes do tempo e de sua ordem cronológica, que jamais  cogitamos na possibilidade de invertermos os ponteiros do relógio e contarmos o tempo  de trás para frente. Até que não seria uma má ideia. Imagine você: Quando crianças sonhamos em ser adolescentes. Na adolescência, no auge dos hormônios sonhamos com o fim das espinhas. Com a chegada da tão desejada maioridade, a transição para o poder de assumir-se (ainda que em tese) como um ser autônomo e responsável, tomamos posse do faço o que quero, ninguém mais manda em mim. Então percebemos que nem tudo é o parece ser, e da maioridade algumas vezes decepcionante,  visualizamos a maturidade, o suposto fim dos problemas... agora uma mente mais sábia e capaz de compreender quase tudo. Uma situação financeira e profissional definida,   um tempo de paz para gozar  de anos de trabalho,  netos , bisnetos e um merecido descanso em um céu quem sabe azul, ou em um nada absoluto, ou ainda um novo recomeçar, aqui, ali, e acolá.
A frase em destaque encontra-se  no livro de Eclesiastes 3:5 e é parte de uma reflexão sobre o tempo determinado para todas as coisas, é certo que existe um tempo para tudo debaixo do sol e muitas vezes não nos damos conta do momento exato para ir ou vir, fazer ou não fazer e ficamos à mercê do acaso. Estar à mercê do acaso é quase como não ser responsável, é outorgar a outros o direito que compete a mim sobre o gerenciamento da minha vida. Feito isto,  nos assentamos sobre nossas angústias, problemas e lançamos sobre o primeiro que nos mira com um olhar despreocupado, a culpa pelo desencanto que desaba sobre o nosso pequeno universo. Fácil agir desta forma, cômodo não assumir a consequência dos nossos atos ou omissões.
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras”... não parece haver aqui uma inversão da ordem? Já se viu espalhando pedras simplesmente pelo prazer de ajuntá-las depois? Não parece isto insano? Um despropósito? Um não ter nada mais sensato a fazer? Penso que a sabedoria de Salomão nos convida a reflexionar, olhar com outros olhos e quem sabe assumir novas posturas. Quantas construções precisam vir abaixo por que houve um erro qualquer e, derrubar, espalhar pedras é o caminho mais acertado? Vamos para o terreno das relações. Construímos relacionamentos, vamos juntando as pedras, colocando cimento, argamassa, dando um acabamento de luxo e de repente aquilo que construímos não oferece segurança, não nos proporciona abrigo e nem de longe se parece com o que havíamos projetado inicialmente. O que fazer então com aquele “elefante branco”?
Podemos estar cheio de apego por este “animal” tão diferenciado, mas acredite, ele não é dócil e cedo ou tarde, vai agitar a sua trompa e derrubar tudo sobre você. O que fazer? Esperar o circo pegar fogo? Esperar ser soterrado? Salomão nos dá a dica acertada. “Tempo de espalhar pedras”. Aqui começa o trabalho mais árduo, espalhar, antes porém, soltar. Como é difícil soltar as coisas, abrir mão da aparente zona de conforto. É como aquele chimpanzé que agarrou uma banana dentro de um vidro e ficou preso por não saber escolher entre largar a banana ou continuar agarrado a algo que não poderia alimentá-lo.
Não vi a cena, mas acredito que muitos morrem apenas imaginando a possibilidade de alimentar-se. Definham no sonho, no imaginário e,  quando se dão conta, se é que isto ocorre, o tempo se foi, não há mais nada a ser feito. Tempo de espalhar para ajuntar de novo. Espalhar, (separar a palha de; (os cereais) dispersar, mandar ao vento “pedras” que não são os cereais que alimentam, são palhas. Construímos com palhas disfarçadas em pedras uma bela construção, “eu sopro e vai tudo voar”, grita o lobo mau todas as manhãs e noites de nossas vidas, uma ameaça constante.
Até quando é possível suportar e viver sob ameaças? O tempo nos dita as regras, a sabedoria nos faz perceptíveis: espalhar, ajuntar novamente. Ajuntar de forma mais coerente com que acreditamos,  e com o que nos ensinou a maturidade, nosso empirismo vivenciado. Abrir mão da banana que nos mantém presos à ilusão de que o gargalo do vidro irá se ampliar a qualquer momento, ou quem sabe diminua nossa mão, e a banana também. Nem uma coisa, nem outra, não espere definhar afinal. Espalhe quantas vezes forem necessárias, ajunte, faça de novo, refaça de uma maneira diferente, mais saudável, mais flexível a ajustes.
E por fim: tempo de abraçar , e tempo de afastar-se de abraçar”.
Abrace você mesmo, sua vida, seus sonhos perdidos na falsa “arquitetura” desta obra de “palha feito pedras”. Deixe soprar o vento da oportunidade,  e reconstrua com sabedoria e quando tiver feito isto, abra seus braços, se solte, olhe ao seu redor, viva feliz afinal.
E para aqueles que,  ao invés da mão presa no gargalo estão presos em um abraço sem sentido, (pode ser este o "tempo de afastar-se do abraçar")   por que não tentar outros abraços?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mãos à obra e boas falas.

Por Vitalina de Assis.


“A Palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração”.


Nossa vida é uma sequência de momentos, alguns são repletos de felicidade, outros cheios de angústias e alguns cobertos de estranha calmaria. Todos eles acobertados por palavras que, se bem os descrevem, podem também conferir-lhes um peso excedente e transformá-los em uma âncora que poderá enterrar-nos parcialmente na “areia”  imobilizando nosso mover, ou ainda retardá-lo.

Não é segredo e nem seria ousadia de minha parte, afirmar que temos por hábito lançar sobre os outros, a responsabilidade de “emes” atropelos. Quando não, ao verbalizarmos o que percebemos quase sempre de maneira distorcida em virtude das emoções afloradas, esquecemo-nos de que o nosso “falar”, é determinante. Já colhestes a contragosto o que livremente semeou seus lábios em minutos, horas e dias de ira, desânimo e completa descrença? Ou tens sido feliz ao fazer uso desta ferramenta em seu próprio benefício, usando-a com moderação, zelo e sobretudo acreditando em seu poder criador? Palavras não devem ser vistas apenas como um meio de comunicação com os outros, ou usada como uma ferramenta para ferir ou denegrir. Deveria ser compreendida como uma aliada, uma facilitadora e porque não, a mentora capaz de guiar-nos a um nível mais criativo, ou invariavelmente, a escolta armada a conduzir-nos a níveis improdutivos e confinadores.

Quando digo nível mais criativo, confiro às palavras,  o que elas possuem de mais extraordinário em sua essência, são criadoras! Entretanto, não se deixe enganar, são criadoras para o bem ou para o mal, decida você. E quanto a ser uma escolta armada a conduzir-nos a níveis improdutivos e confinadores, fica aqui um sinal de alerta: Que palavras tenho liberado? Com que frequência e com que estado de espírito as tenho proferido? Certamente não ficarão ao vento sem cumprir o seu desígnio.

Há dias tenho dialogado com a epígrafe acima e após reflexões, percebi que aquilo que verbalizamos não é algo estritamente gerado no nosso interior, mas repetimos o que perto está, aquilo que ouvimos, ou vivenciamos. A partir daí, da pronúncia e da importância que damos a esta fala, ela se incorpora em nosso ser, no nosso “coração” fonte das nossas emoções e criatividade. Posso dizer que a “palavra” é um poder criador e reproduzirá o que for liberado através dela, (não estou aqui reinventando a roda) sem que possua contudo, um filtro a nosso favor. Filtrar compete a cada um de nós. Temos em nossas mãos o poder de escolha: posso repetir como um papagaio sem compreender as reais consequências, ou deliberadamente escolher o que dizer e quando dizer.

Fica aqui uma dica. Como não podemos fechar nossos ouvidos como fechamos nossa boca, melhor escolhermos bem as palavras as quais daremos abrigo. E, se ao contrário, por um triste capricho dos deuses, já estiverem as “más” repousando em nossa língua, coloquemos então guardas à portas de nossos lábios e nem sobre tortura as lancemos ao vento. Com o tempo elas se calam. Nada de deixarmos que se apropriem do coração, envenenando-o como se ele não possuísse dono. Tampouco que lancem âncoras em nosso mar de possiblidades. Difícil? Impossível? Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, e creia, não há nada que não seja alcançado com disciplina e boa vontade. Então, mãos à obra e boas falas.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

ENXERGANDO A PÁSCOA COM UM OLHAR DIFERENCIADO.


Por Vitalina de Assis.



A Páscoa nunca deixará de trazer à nossa memória o maior e mais importante evento do Cristianismo: a morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo, e de quão gratos devemos ser por tamanho sacrifício, entretanto, quero caminhar por uma outra faceta da mesma e dialogar com você. A Páscoa foi instituída quando Israel era escravo na terra do Egito e, quando as medidas desta escravidão já não comportavam mais uma nação, clamaram por liberdade.

Tudo na vida possui uma medida e é no transbordar destas medidas, sejam elas aparentemente saudáveis, ou aparentemente enfermas é que visualizamos a possibilidade do êxodo. Deixar uma vida de escravidão para trás e se lançar para uma vida de liberdade não é fácil, tampouco confortável. Os pensamentos e atos, supostamente livres, não sabem exercer a autonomia, não foram treinados para isto e se não formos ligeiros, atar-se-ão novamente ao antigo feitor. Ciente deste comportamento nocivo à liberdade, os israelitas receberam de Deus uma orientação a ser seguida à risca, pois disto resultaria, o sucesso do êxodo.

“Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do Senhor.” (Êx.12:11)

Não entrarei em maiores detalhes, basta dizer que deveriam se alimentar de um cordeiro sem mácula por família e que não deveriam fazê-lo em festa, em uma mesa bem posta, e com tempo aprazível para degustar tal banquete. Deveriam comê-lo já preparados para “bater em retirada”, vestidos apropriadamente, sandálias em “punho”, cajado (instrumento indispensável para a grande travessia) e à “pressa”.

Ôpa! Não é a pressa a inimiga da perfeição? É o que dizem e é no que  a maioria acredita e alguns seguem pela vida entoando o mantra: “Ando devagar porque já tive pressa”, veem seus dias arrastando-se lentamente e quando se dão conta....Sobra-se então vacilo, desistência, comodismo, inaptidão para romper, e uma vida à margem da plenitude.

Aquela nação escrava não poderia correr o risco de ser seduzida pela escravidão e abrir mão da liberdade, que a Páscoa acenava-lhes. Quantas “páscoas” ainda teremos que vivenciar para enfim sairmos do cativeiro? “Comê-lo-eis à pressa, é a Páscoa do Senhor”.

Suas medidas estão transbordantes? Ser refém desta situação já é quase impraticável? Alie-se à “pressa” e perceba que os dias estão repletos  de oportunidades e  muitas delas significam deixar velhos hábitos que nos escravizam, abrir mão de zonas de conforto que estão mais para momentos de guerra civil,  e optar pelo exercício de nossa autonomia, o caminho para uma vida de liberdade.

Por vezes precisamos nos libertar de alguns pensamentos nocivos, opressores, que nos mantêm cativos em lugares incomuns sem a menor possibilidade de ascensão e progresso. Páscoa também é  isto, o  momento ideal para fugir rapidamente de situações que nos oprimem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desistência, uma psicopata à espreita.

Por Vitalina de Assis.
 
 

 

Minha filha comentou comigo um episódio de uma série americana que muito impressionou-me. No episódio um psicopata sequestra sua vítima e a confina em um porão. Seu objetivo não é ferí-la, torturá-la ou matá-la apenas pelo simples prazer de tirar uma vida, seu prazer consistia em vê-la desistir de sua própria vida. Desistir, desistência... era disto que se alimentava. No decorrer do filme uma cena deixa visível a origem deste comportamento. Quando adolescente deparou-se como uma mulher que acidentalmente caira em um poço e ainda sob as águas e quase sem forças  pediu-lhe que buscasse socorro, no entanto, ele fica imóvel apenas observando e à medida em que ela afunda, um prazer visível possui seu ser. Quando finalmente a mulher desistiu de lutar por sua vida, seu prazer torna-se então supremo. Ao prazer que sentiu naquele trágico momento dedicou toda a sua vida. Suas vítimas eram pessoas motivadas, felizes, produtivas e que insanamente eram submetidas a uma situação que culminaria na mais forçada desistência.
 
Isto me fez refletir sobre momentos em nossas vidas distinto deste descrito, como se em tal mãos,  nos encontrássemos. Quantas vezes nos vemos vitimados por uma circunstância, ou refém de uma pessoa que parece ter como missão de vida fazer-nos desistir? Em tais situações o poder de escolha está conosco, ainda que o “psicopata” afirme que não. Mesmo que ele contabilize os dias afirmando que amanhã te degustará com requintes, a mesa não está posta. É certo que muitos ficam pelo caminho, desistem, mas  não é, necessariamente, a regra. Uma jovem naquele cárcere decidiu que não se deixaria vencer, que não abriria mão de seus projetos, e que “amanhã” encontrariam aquele cativeiro e a libertariam.

Para manter-se firme neste propósito fez-se valer de um som, uma melodia que ouvia todas as manhãs. Como saber se era manhã de fato se até a claridade lhe era negada? Isto não tinha muita importância,  o que contava, era sua prática em ouvir o oposto do DESISTIR. Aquela melodia que discerniu ser de uma igreja nas vizinhanças, alimentava sua esperança dia a dia, e enfraquecia seu algoz uma vez que o “desistir”, não seria conjugado por esta vítima e ele, não ousou tocá-la. Por decisão própria, por um querer absoluto ela fechou seus ouvidos às vozes circunstanciais, (quantas são gritantes e autoritárias!) negou-se a ser a próxima vítima e determinou que ouviria apenas aquilo que poderia dar-lhe esperança. Decidiu ouvir todos os dias uma melodia que fortalecia seu espírito, ao invés de dar ouvidos à escuridão e ao medo que faziam-lhe companhia.

Quem é o seu algoz? Em que cativeiro insiste ele em que desistas? Tens ouvido uma melodia dos céus, uma palavra de incentivo e força. Ou tens sido molestado por vozes inconvenientes que insistem em mantê-lo à margem dos seus projetos e sonhos? Decida hoje mesmo: Submeter-se, desistir, ou romper e mostrar do que é capaz maximizando seu potencial e indo além das expectativas. Aquela mulher decidiu INSISTIR e o Universo conspirou a seu favor.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Família... “fami”... “ilha”... “lost”.

Por Vitalina de Assis.



A moda nos dias de hoje é ser “pião” e girar sem cair até a exaustão, em torno de si mesmo, em torno de suas vontades, em torno do seu umbigo real. Este sim é um “problema embaraçoso e humano”.

MODERNIDADE, INVERSO DE PROXIMIDADE.

Tem algo mais inquestionável do que isto?
Hoje tive a oportunidade de ler um poema quase em prosa (perdoem-me por não citar o nome do autor, se tivesse ideia de que fosse usá-lo como exemplo, teria tido o cuidado de anotá-lo) que versava sobre um cidadão do campo e suas andanças no lombo de seu cavalo. Contava de sua vida , de seus amigos, citava nhozinho João e nhozinha Ana com sua xícara de café excessivamente preto e quente. Me vi pelos pastos acompanhando aquele viajante, visualizando sua vida simples, porém cheia de alegrias. Ao encerrar o poema percebo que aquele homem narrava de fatos vividos no passado, e no atual presente,  estava o mesmo, com um diploma em suas mãos com ânsia de rasgá-lo em pedaços, de voltar no tempo, e gozar do seu passado agreste.

SAUDOSISTA?

Já sentiu saudades de tempos idos, da pessoa que era e das relações que possuía com amigos e família? Os mais antigos certamente dirão que sim. Saudades da simplicidade do dia a dia, do pé no mato , do cheiro da chuva ao bater na poeira quente e árida. Do a “benção meu pai,” a “benção minha mãe”, dos avós tão presentes, e da casa cheia de primos nas férias?

Sente saudades de jogar finca, bola de gude, pular a amarelinha? No recreio correr atrás da bola e ao voltar para a casa, debruçar-se sobre livros e fazer o dever de casa? (hoje debruçamos sobre um teclado, e tome ctrl c e ctrl v). Os "saudosistas" viveram situações que a “modernidade” roubou dos nossos filhos que provavelmente, nunca viram uma finca, e quem sabe nem  terra barrenta. Não chamam os tios de tia Ana, tia Maria, tio Carlos. Hoje  o tio é Paulo, a tia é Silvia, alguns avós ainda são o vô, ou a vó, mas e amanhã? Alguns pais possuem nomes, são Ana Carolina e José Eduardo e ao invés de a benção meu pai, ou mais coloquialmente, “bença pai”, “bença mãe”, é um tchau, ou quando muito, apenas um olhar, nada mais.

Nossos filhos não brincam! Interagem. Matam bichos e gente com os dedos e com a mente, não são dependentes emocionalmente, são a geração forjada para vencer a todo custo! Mais racional, muito menos afetiva. Os pais são seres livres, alimentam o corpo e se esquecem da alma dos filhos. Da família trazem a noção apenas de um endereço que podem por pouco ou quase nada mudar de cep, mudar a chave, mudar o acesso, mudar de cidade.

MODERNIDADE!!!

Família não necessariamente, um casal hetero e filhos.
Família não necessariamente, mães solteiras.
Família não necessariamente unida, como uma árvore genealógica a produzir frutos.
Família padrão,  família despadronizada, família, “fami”, “ilha”, “lost”.

HELP!!!

Socorrem as baleias, pandas nascem em cativeiros, homem “terra” sonha em colonizar estrelas, nossas florestas incendeiam, e nossos filhos crescem à margem do carinho de mãos, de abraços e beijos. Não sobem em árvore, não comem a fruta quente sobre os galhos, não brincam nos quintais.

DO HOMEM COM O DIPLOMA NA MÃO  recordo-me agora.

Um papel “suado” e “caro”(alguns ao preço de família, saúde e filhos esquecidos), um conhecimento “arretado” e uma saudade sem fim dos tempos de liberdade da vida simples.

É POSSÍVEL REVERTER TUDO ISTO?

Modernidade não se joga fora como lixo, não cai em desuso por precariedade, nem se dá ao luxo de virar passado.
Modernidade não substitui um olhar amigo, uma mão estendida, uma proteção com honra e dignidade.
Modernidade não cumpre o papel da família, não tem “seio familiar”, não amamenta sua prole.
Modernidade não institui caráter, tampouco substitui. Não abençoa filhos, não forma irmãos, não se dá com primos.
Modernidade não risca o chão, não pula amarelinha, tampouco corda.

MODERNIDADE, SE VIVE SEM ELA?
NÃO!
ENTRETANTO PODE-SE ENSINÁ-LA A SER PARCEIRA, QUEM SABE ORDENAR QUE FIQUE SEMPRE NO SEU LUGAR: “MEIA VOLTA, VOLVER”!
PARCEIRA SIM, SUBSTITUTA NUNCA!