Por Vitalina de Assis.
Conhecem aquele ditado: “Um dia é da caça e o outro do caçador”? Acredito que sim, e quando o evocamos com a nossa mente, invariavelmente atrelamos este dito aos relacionamentos, entretanto quero conduzi-los a uma nova aplicação do dito cujo.
VENHA COMIGO!
Imagine um belo dia de sol, você desperto, faminto e lá fora a floresta ideal para caçar e exercer sua força de predador. Você se alimenta antes, é claro, (não dá para sair sem um bom desjejum, embora muitos, inclusive eu. o faça de vez em quando) e com todos os sentidos em alerta, um olhar observador e cheio de atitude parte para a conquista. A caça entre folhas e arbustos sente que seu dia não será tão promissor quanto o seu, apesar de compreender a ordem natural das coisas: “Sou caça, sou alimento, sou vida.”
Opa! Onde é que estamos de fato?
Hum… nada a ver com floresta, nada a ver com “peludos, penugens, ou escamas”. Como fica o final desta estória então?
EIS UMA REVELAÇÃO!
VOCÊ JÁ SABE, SÓ VOU PONTUAR ALGUMAS COISAS.
Se tiver um espelho ao alcance queira por favor dar uma conferida?
Excelente! Esta pessoa charmosa com um olhar enigmático e muito seguro, (acredite, seu olhar é assim, intimidador, perspicaz!) é o CAÇADOR. Está procurando a “pinta” do predador? O.k., ela está bem aí neste brilho no olhar. Afaste-se do espelho por alguns segundos, por favor, encare-o novamente. Isto! Aquela pessoa charmosa continua aí sorrindo para você? Prazer em conhecer, sou a sua CAÇA!
COMO ASSIM? Eu CAÇADOR e CAÇA ao mesmo tempo?
Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão foram muito felizes ao compor esta letra e Milton Nascimento presenteou-nos com uma belíssima interpretação, aproprio-me de alguns versos:
“Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir das armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim”.
“Vou descobrir o que me faz sentir, “EU” CAÇADOR DE MIM.
Perdemos o sentido da vida quando nos colocamos indefesos sobre as armas de um caçador, ALHEIO, DESCONHECIDO.
Perdemos o sentido da vida quando nos colocamos como a CAÇA indefesa, sobre a mira deste CAÇADOR alheio, desconhecido. Permitimos que ele se assenhore, e nos faça cativo quando o politicamente correto seria cada um de si, CAÇADOR DE SI… EU, CAÇADOR DE MIM.
VOCÊ COMPREENDE ISTO?
Você CAÇADOR(A), você CAÇA, eu CAÇADOR, eu CAÇA, em algum momento de nossas vidas, depomos as armas e ficamos acuados a espera do tiro de misericórdia. Quantos vivem uma vida inteira, acuados, cativos, sem expressão, sem amor próprio, sem se permitir ao novo, ao inusitado com o qual todos os dias a vida nos presenteia? Em um dia qualquer, um desvio no caminho te surpreendeu, te prendeu, tolheu, atou suas mãos e pés e você nem se deu conta, continuou seguindo à margem da maximização das suas potencialidades e à margem, minimizou-se.
A GRANDE NOVIDADE!
“VOU DESCOBRIR O QUE ME FAZ SENTIR, “EU” CAÇADOR DE MIM”.
Tenha fé na sua CAÇA que anda acuada e sem brilho. Permita-lhe que se liberte. Solte você as suas amarras, quebre as correntes, abra esta cela e desfrute daquilo que te faz viver. Um CAÇADOR nunca será feliz se perder seu instinto predador. A CAÇA nunca cumprirá a ordem natural das coisas se não compreender que está sujeita ao caçador. CAÇA E CAÇADOR, VOCÊ E VOCÊ se bastam.
CAÇADOR não entregue sua CAÇA ao alheio, ao desconhecido. Fuja “às armadilhas da mata escura”.
Você é o "senhor" das circunstâncias. Nunca se deixe acuar. Tome suas armas, coloque um sorriso nos lábios e conquiste!




