domingo, 9 de janeiro de 2011

Diferentemente Avessa.

Este ano rompi de forma diferente! Decidi que não iria passar horas refletindo sobre acertos e desacertos, medindo conquistas e derrotas, visualizando oportunidades que deixei escapar e fazendo um esforço enorme para não chorar.  Decidi avessar!  Anos atrás só rompia na igreja e apesar da comunhão com Deus e irmãos, sempre ficava aquele gostinho meio amargo de não ter amado mais, arriscado mais, chorado mais, ( Não! Chorei represas inteiras ao longo do ano, não dava para me afogar mais em minhas próprias lágrimas) então,  nesta virada  decidi que iria dançar e ser feliz a noite inteira. Avessei por inteiro!  Me permiti ser completamente feliz e apenas comprometida com uma noite, (a derradeira do ano) e com o primeiro  dos 365 dias  recheados de  infinitas possibilidades,  com a obrigação de ser imensamente feliz. Não se deve receber um novo ano com menos que isto. Não se deve abraçá-lo sem as vestes do otimismo exacerbado, recém-chegado, o novo ano requer alguns cuidados. Devo confessar que foi uma das melhores coisas que já fiz na vida. Pisei em 2011 com a sensação e a certeza de "posso tudo" que eu realmente queira.
Quero ser feliz, quero publicar  livros, quero ser e ter  a minha potencialidade totalmente desenvolvida. Quero cumprir e realizar  minha missão de vida. Pode parecer egoísmo um foco tão centrado em mim e nos meus sonhos, mas se não nos realizamos como poderemos ser um colaborador na realização dos outros?

Beijos e avessamente também curtam a vida.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A “VIDA” como ela é.

Por Vitalina de Assis.
(Postei no dia 02/12/10 em Colunistas yahoo, Alessandro Loyola)






Quero neste dia especial fazer um brinde à Vida. Um brinde a esta amiga companheira que tanto nos presenteia e nos surpreende a cada instante. Em alguns momentos é a amiga mais forte e capaz com quem podemos contar , e em outros, frágil e delicada! Por pouco não nos escapa pelos dedos. Quando isto ocorre, quando ela entra no jogo “vou deixar você agora mesmo” e logo nos surpreende voltando sorridente e revigorada, aprendemos no susto e no medo, a devolver-lhe o valor sonegado. Outras vezes não se aprende nunca, ou... o tempo... esgotou-se.

Desrespeitamos na , quando inadvertidamente acordamos pela manhã e não lhe damos sequer um bom dia. (Alguns nem enxergam aqueles que estão à sua volta, são os tais que pela manhã não se pode mirá-los, e gradativamente ao longo do dia vão melhorando.

Minha filha tem um amigo assim: “Não me olhe e nem fale comigo antes 11:00”, e aí, na hora em que voltam da escola, já é todo ouvido e sorrisos e ainda não se deu conta de que está na mira do “a minha vingança será maligna”! Ela jura que irá enquadrá-lo no “gelo” só para que possa provar um pouco de “si mesmo”. Se você também é assim... melhor rever sua postura.

Desrespeitamos na, quando a consideramos “uma qualquer” e não lhe damos o devido crédito e respeito, ou seja, somos displicentes, esquecemos que ela é efêmera , e sendo assim, cabe a cada um de nós sermos gentis o suficiente para que queira gozar de nossa companhia por mais tempo. Por vezes só lembramos de erguer-lhe um brinde de “eu te amo” em datas especiais: aniversário, boas festas e feliz ano novo. Somos assim com parentes, não é mesmo? Mas a vida sendo transitória, algumas vezes poderá se ressentir e jamais, deveríamos condená-la por isto.

Como é mesmo que “blasfemamos” contra ela? Tive um vizinho a “enfeitar” minha infância e que todas as manhãs, dias e horas em que lhe era permitido viver, enchia seus pulmões de um ar tão generosamente doado e lamentava em alto e bom tom: “Ah boresca! (não me pergunte que diabos é isto, nunca ocorreu-me perguntar-lhe) Esta Vida é boa, mas não presta”! Em outras palavras: Ofendia a “Vida” a cada encher dos pulmões. Não me recordo quando foi que a Vida cansou-se dele e de seu sacrilégio. Não quero alongar esta conversa, mas permita-me registrar o que a Vida realmente é:

A vida é assim mesmo! Sabe ser criativa, jovial, inesperada, amiga, turbulenta às vezes, mas especialmente fantástica! Cada dia que nos é permitido viver deve ser comemorado com requintes de "graças" e alegria. Como sempre digo : a Vida é o barato maior de cada ser humano, pena não darmos a ela,  o devido valor e respeito.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Livremente.

Vitalina de Assis.

Por sorte a alma desconhece os limites territoriais do corpo e pode fluir livremente sempre que invente. Pode ir e vir em uma irresponsabilidade jeitosa, deixar pesos, agregar leveza, passear entre mundos, redirecionar pensamentos.




E, assentar novos rumos, assumir novas formas, criar novas metas, ser feliz.

Metamorfoseamos quando os ignoramos irreverentemente, apesar de nos proporcionarem uma falsa ideia de segurança, limites são assim: protejo-te, se não me ultrapassas.

A ciência de um saber que,
ignora potenciais e minimiza sonhos e desejos,
enclausura em uma falsa zona de conforto e,
sedados e conformados muitos vivem à margem do que realmente são,
ou gostariam de ser... fazer.

Louvado seja cada rompimento imperceptível, pois logo será incontido.
Louvado seja alma bandeirante que derruba matas,
rompe fronteiras,
finca bandeira.

Louvado seja “aspirar labirinto adentro, apertar labirinto afora”.


Bons tempos de inteiração Silvio Afonso.

Abram Alas... 2011 chegou!

Por Vitalina de Assis.


 


Que ensinamentos assimilamos ao longo do ano que finda e o que gostaríamos de ter como certeza absoluta neste ano vindouro? Deseja uma certeza absoluta? Que tal? Você é especial, único e completamente capaz de mudar sua estória caso realmente queira.

O que aprendemos cabe a cada um de nós enumerá-los em um balanço e ao priorizá-los na ordem de sua importância tentar colocá-los em prática, pois um aprendizado (por mais difícil que pareça) precisa ser efetivado. É na prática e persistência que adquirimos destreza. Sugiro também que faça hoje mesmo uma lista dos seus pertences (inclua tudo, verá que sua vida não foi um desperdício afinal e que seus ganhos foram no mínimo, significativos.) Não esqueça de listar o "pessoal" e lembre-se, as pessoas com as quais convivemos e amamos são o maior acervo que poderíamos conquistar ao longo de nossa existência. São poucos? Muitos? Uma torcida inteira? O que importa é a qualidade do vínculo, do apreço. Coleções às vezes só ocupam espaço e empoeiram esquecidas em algum canto, outras servem apenas como fermento bolorento inchando o orgulho de quem as possui. Só você determina o que te faz realmente feliz.

Liste os bens que você possui em casa começando por ela, naturalmente. (Aluguel? E daí? Com determinação e esforço é possível mudar isto.)

    a) Tenho um teto sobre a minha cabeça. (Não foi preciso dormir embaixo de uma ponte, embaixo da marquise de uma confeitaria, ou em um lote vago ontem à noite.)
    b) Tenho com o que me alimentar. (Não precisei mendigar comida e tampouco revirar o lixo.)
    c) Tenho pessoas queridas que zelam e se preocupam comigo. Não estou abandonado, esquecido, ou jogado às traças e ainda que o “distinto” ou a “distinta” tenha partido em direção oposta, sempre há um ombro amigo e uma palavra de conforto, além do que, a fila anda e a vida continua, oras!
    d) Que beleza! Tenho a propriedade inalienável de sonhar, estabelecer meus objetivos e fazer algo de bom e construtivo com a minha vida. Nada como um dia após o outro, um recomeçar oportuno, um rever de posicionamento, uma ATITUDE!
    e) Possuo a fé que me permite enfrentar todos os amanhãs. Se considera-se um ateu, por que então ao dormir ontem planejastes seu dia de hoje, ainda que teoricamente? Porque teve fé de que acordaria, porque tem fé na vida? Porque acredita que sua existência não se formou no limo? Alguém te projetou e dotou-o de capacidade.
    f) Tenho um trabalho a fazer. (você pode até não gostar do que faz, mas o que tem feito de fato a este respeito?) Sou mental e fisicamente apto para o trabalho, contribuo, faço diferença.
Acredite! A vida nos sorri festiva quando a visualizamos por outras perspectivas, quando enxergamos o que já temos de bom e reconhecemos sua generosidade para conosco. Não podemos esquecer de listar o nosso passivo. Se eles forem em número maior que os ativos estamos à beira da falência e precisamos de uma grande injeção de fé positiva e “mãos a obra”, é hora de virar este jogo! Somos seres únicos, especiais e amados por Deus, sendo assim podemos contar sempre com a sua ajuda.

Embarque neste novo ano carregando em sua bela mochila, uma dose exagerada de otimismo, uma porção considerável de sorriso, e uma fé inalienável em Deus e na obra prima de suas mãos, VOCÊ.

FELIZ 2011! Muita saúde e paz, e como cantou Rionegro e Solimões, “o resto agente corre atrás”.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Natal, momento oportuno?

Por Vitalina de Assis.




Seria o natal um momento oportuno apenas para presentear, gastar, encher de pisca-pisca árvores e telhados, reunir familiares e comer... beber... e comer de novo? Viveríamos em uma eterna infância se o víssemos apenas com olhares infantis que brilham ante a possibilidade de se empanturrarem de presentes. Alguns adultos são assim, brilham olhos, brilham ideias, brilha a carteira ao conjugar o verbo gastar sem nenhuma parcimónia.

Outros, ao verem o natal apenas como o “Senhor Comércio” que tenta obrigá-los a prestar adoração a todo custo, cobrem-se com   as vestes do ateísmo e recusam-se a ceder a toda e qualquer forma de aliciamento e então, se fecham em copas, fecham as mãos e se escondem entre muros, paredes, dentro de si mesmos.

Felizmente ainda há os  que veem no natal,  a possibilidade de suavizar linhas de expressão que foram sulcadas ao longo do ano nas relações com parentes, amigos, com o planeta. É impossível vivermos 365 dias no ano e não semearmos um desafeto aqui, ali e acolá, ou não sermos ríspidos e insensíveis, ou injustos em nossos julgamentos. Faz parte da natureza humana desagradar  quando na realidade   gostaríamos de agradar o tempo todo, entretanto,  no natal é possível ceder aos encantamentos que sua “magia” nos proporciona. É possível sermos agraciados com o dom mais sublime ao qual temos acesso. Podemos perdoar, transitar pelos sulcos que estas linhas de expressão delinearam e atenuá-las , quem sabe até eliminá-las (me pergunto se  isto seria  possível de fato, pois algumas marcas insistem em ficar como se a ferro e fogo tivessem sido cravadas) retendo apenas o que aprendemos, o que nos faz crescer, pois perceber erros e tentar corrigi-los é o que faz a verdadeira diferença.

Sábio é quem aproveita e percebe que a atmosfera natalina é muito mais que presentear. Natal é tempo oportuno para zerar as diferenças, refazer um caminho “viciado”, “recorrente” e seguir por outra bifurcação, abrir novas estradas, ou quem sabe pequenas trilhas norteadoras. O segredo é deixar-se encantar, ceder à magia.

O que dizer dos orgulhosos, empedernidos que não se abrem para  oferecer e receber perdão?  E quanto aos muitos que não cedem a um abraço amigo e sequer aceitam recomeçar de novo? Nada a fazer, senão esquecer o medo de ser feliz e apostar que, ainda que o outro não ceda ao seu abraço, à magia do natal, ao presente "dar-se", o que realmente  importa é que o primeiro passo foi dado, e cabe  ao espírito natalino, à  magia ao qual referi-me acima, selar o acordo.