terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Abram Alas... 2011 chegou!

Por Vitalina de Assis.


 


Que ensinamentos assimilamos ao longo do ano que finda e o que gostaríamos de ter como certeza absoluta neste ano vindouro? Deseja uma certeza absoluta? Que tal? Você é especial, único e completamente capaz de mudar sua estória caso realmente queira.

O que aprendemos cabe a cada um de nós enumerá-los em um balanço e ao priorizá-los na ordem de sua importância tentar colocá-los em prática, pois um aprendizado (por mais difícil que pareça) precisa ser efetivado. É na prática e persistência que adquirimos destreza. Sugiro também que faça hoje mesmo uma lista dos seus pertences (inclua tudo, verá que sua vida não foi um desperdício afinal e que seus ganhos foram no mínimo, significativos.) Não esqueça de listar o "pessoal" e lembre-se, as pessoas com as quais convivemos e amamos são o maior acervo que poderíamos conquistar ao longo de nossa existência. São poucos? Muitos? Uma torcida inteira? O que importa é a qualidade do vínculo, do apreço. Coleções às vezes só ocupam espaço e empoeiram esquecidas em algum canto, outras servem apenas como fermento bolorento inchando o orgulho de quem as possui. Só você determina o que te faz realmente feliz.

Liste os bens que você possui em casa começando por ela, naturalmente. (Aluguel? E daí? Com determinação e esforço é possível mudar isto.)

    a) Tenho um teto sobre a minha cabeça. (Não foi preciso dormir embaixo de uma ponte, embaixo da marquise de uma confeitaria, ou em um lote vago ontem à noite.)
    b) Tenho com o que me alimentar. (Não precisei mendigar comida e tampouco revirar o lixo.)
    c) Tenho pessoas queridas que zelam e se preocupam comigo. Não estou abandonado, esquecido, ou jogado às traças e ainda que o “distinto” ou a “distinta” tenha partido em direção oposta, sempre há um ombro amigo e uma palavra de conforto, além do que, a fila anda e a vida continua, oras!
    d) Que beleza! Tenho a propriedade inalienável de sonhar, estabelecer meus objetivos e fazer algo de bom e construtivo com a minha vida. Nada como um dia após o outro, um recomeçar oportuno, um rever de posicionamento, uma ATITUDE!
    e) Possuo a fé que me permite enfrentar todos os amanhãs. Se considera-se um ateu, por que então ao dormir ontem planejastes seu dia de hoje, ainda que teoricamente? Porque teve fé de que acordaria, porque tem fé na vida? Porque acredita que sua existência não se formou no limo? Alguém te projetou e dotou-o de capacidade.
    f) Tenho um trabalho a fazer. (você pode até não gostar do que faz, mas o que tem feito de fato a este respeito?) Sou mental e fisicamente apto para o trabalho, contribuo, faço diferença.
Acredite! A vida nos sorri festiva quando a visualizamos por outras perspectivas, quando enxergamos o que já temos de bom e reconhecemos sua generosidade para conosco. Não podemos esquecer de listar o nosso passivo. Se eles forem em número maior que os ativos estamos à beira da falência e precisamos de uma grande injeção de fé positiva e “mãos a obra”, é hora de virar este jogo! Somos seres únicos, especiais e amados por Deus, sendo assim podemos contar sempre com a sua ajuda.

Embarque neste novo ano carregando em sua bela mochila, uma dose exagerada de otimismo, uma porção considerável de sorriso, e uma fé inalienável em Deus e na obra prima de suas mãos, VOCÊ.

FELIZ 2011! Muita saúde e paz, e como cantou Rionegro e Solimões, “o resto agente corre atrás”.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Natal, momento oportuno?

Por Vitalina de Assis.




Seria o natal um momento oportuno apenas para presentear, gastar, encher de pisca-pisca árvores e telhados, reunir familiares e comer... beber... e comer de novo? Viveríamos em uma eterna infância se o víssemos apenas com olhares infantis que brilham ante a possibilidade de se empanturrarem de presentes. Alguns adultos são assim, brilham olhos, brilham ideias, brilha a carteira ao conjugar o verbo gastar sem nenhuma parcimónia.

Outros, ao verem o natal apenas como o “Senhor Comércio” que tenta obrigá-los a prestar adoração a todo custo, cobrem-se com   as vestes do ateísmo e recusam-se a ceder a toda e qualquer forma de aliciamento e então, se fecham em copas, fecham as mãos e se escondem entre muros, paredes, dentro de si mesmos.

Felizmente ainda há os  que veem no natal,  a possibilidade de suavizar linhas de expressão que foram sulcadas ao longo do ano nas relações com parentes, amigos, com o planeta. É impossível vivermos 365 dias no ano e não semearmos um desafeto aqui, ali e acolá, ou não sermos ríspidos e insensíveis, ou injustos em nossos julgamentos. Faz parte da natureza humana desagradar  quando na realidade   gostaríamos de agradar o tempo todo, entretanto,  no natal é possível ceder aos encantamentos que sua “magia” nos proporciona. É possível sermos agraciados com o dom mais sublime ao qual temos acesso. Podemos perdoar, transitar pelos sulcos que estas linhas de expressão delinearam e atenuá-las , quem sabe até eliminá-las (me pergunto se  isto seria  possível de fato, pois algumas marcas insistem em ficar como se a ferro e fogo tivessem sido cravadas) retendo apenas o que aprendemos, o que nos faz crescer, pois perceber erros e tentar corrigi-los é o que faz a verdadeira diferença.

Sábio é quem aproveita e percebe que a atmosfera natalina é muito mais que presentear. Natal é tempo oportuno para zerar as diferenças, refazer um caminho “viciado”, “recorrente” e seguir por outra bifurcação, abrir novas estradas, ou quem sabe pequenas trilhas norteadoras. O segredo é deixar-se encantar, ceder à magia.

O que dizer dos orgulhosos, empedernidos que não se abrem para  oferecer e receber perdão?  E quanto aos muitos que não cedem a um abraço amigo e sequer aceitam recomeçar de novo? Nada a fazer, senão esquecer o medo de ser feliz e apostar que, ainda que o outro não ceda ao seu abraço, à magia do natal, ao presente "dar-se", o que realmente  importa é que o primeiro passo foi dado, e cabe  ao espírito natalino, à  magia ao qual referi-me acima, selar o acordo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Coração de mulher?

Por Vitalina de Assis.
(Postei no dia  19/08/2010 na coluna do  Dr. Alessandro Loyola)

Inicio meu texto citando um bordão que prolifera como ervas daninhas em lábios masculinos e que se não enobrecem as mulheres, (acredite, isto não nos lisonjeia) serve de desculpa esfarrapada para homens incapazes de compreender a alma feminina, seu mundo interior e suas curvas. “Mulher é um bicho complicado”!

Quantos bichos machos em um dia sem sol e cores não verbalizou em alto e bom tom sua inaptidão, (ignorância) de forma a lançar sobre a fêmea a total responsabilidade de não ser compreendida ou aceita? Atire a primeira pedra quem não nunca fez isto. Homens são mestres nesta escola, embora existam alguns protótipos que fugiram da linha de produção em série e são dádivas no universo feminino. Alguns certamente transcenderam no trato e conhecem, compreendem e aceitam o “coração de mulher”. Sabem que o “complicado” está fora e nunca dentro da mulher ou atrelado à ela.

Coração de mulher não se obriga a ter ritmo e compassos, seu tempo não se agrupa em valores iguais e não se fixam dentro de divisões de pautas musicais, não se pode reter sua melodia que é livre para tocar, e sonhar sem territórios demarcados.

Coração de mulher é sensível e único no sentir. Sabe ser generoso em situações altamente duvidosas, sabe doar e se dar como se isto fosse parte de sua pele e, realmente o é.

Coração de mulher sabe perdoar, aceitar riscos e perdoar… incontáveis vezes. Conhece o segredo da alquimia, é capaz de transformar em ouro, metais sem valor. Não se formam em Universidades “especialistas de coração” capacitados para tratar ou compreender o coração da mulher, porque o mesmo, não se localiza no meio do peito, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda, onde podemos facilmente localizar o coração humano.

Coração de mulher possui outro endereço, localiza-se por todo o corpo, está entre a epiderme, a derme e o hipoderme subcutâneo, no entanto é capaz de estar além ou ocultar-se em mais de três camadas.

Coração de mulher não é possível pegar entre as mãos, e nem sequer tocá-lo com os dedos. Difícil é tratar um coração assim , mas pode-se compreendê-lo perfeitamente. Somos seres únicos, reconheço.
Mas não somos, sob hipótese alguma, “Ô bicho complicado!"

Seja “competente” amigo macho e mude sua linguagem, quem sabe assim, você possa desmistificar este mito.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quero, logo faço!

Por Vitalina de Assis.
Postei no dia 02/11/2010 na coluna de Sandra Maia
(Colunistas yahoo)


"Nunca deveria dar a si mesmo a oportunidade de se entregar porque, quando o faz, isso se torna uma tendência, e nunca mais para de acontecer. Em vez disso, você precisa ficar forte".(GILBERT, 2008, p. 145, grifo nosso).


Li esta frase no livro Comer, rezar, amar - de Elizabeth Gilbert e foi como um sinal luminoso piscando incessantemente diante dos meus olhos, um bom motivo para refletir e como papel de toda boa reflexão, abrir espaços que nos permitam questionar, rever algumas atitudes e mudar alguns conceitos, afinal estamos em constante processo evolutivo e mudar é uma dádiva de Deus ao homem.

"Em vez disso, você precisa treinar ficar forte". TREINAR FICAR FORTE. Isto soou-me como a revelação de um segredo há muito compartilhado, mas totalmente esquecido em um canto qualquer de nossa existência, como algo que um dia foi precioso, bem guardado e atrofiou-se por desuso. Só temos a consciência de que precisamos fortalecer alguma área de nossa vida quando somos capazes de identificar nossas fraquezas. Permita-me considerar como sinônimo de "tendência" na frase citada o termo "fraqueza", ou seja, um comportamento recorrente, aquele que não gostaríamos de repetir, mas que constantemente estamos fazendo.

Encontramos na Bíblia um versículo muito propício e gostaria de dialogar com ele: o apóstolo Paulo disse com muita propriedade em sua epístola aos Romanos no cap. 7:19 - "Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço." Quero destacar o verbo preferir, querer, e a ordem em que foram colocados.

"Prefiro" transita no reino da vontade e o vejo como uma vontade mais branda, tipo aquela sensação "acho que não quero tanto assim"! Está no terreno das escolhas e convenhamos, muitas vezes diante das tais, ficamos como a criança que aprende brincando o exercício da desobediência: "minha mãe mandou eu escolher este aqui, eu fui teimosa e escolhi este daqui". Coisas da infância e do reino lúdico da imaturidade infantil, embora pareça exatamente o contrário, o pequeno ou pequena ensaiando seu exercício de autonomia. Já na fase adulta... cidadania. Entretanto, quando utilizo ou penso no verbo querer, estou exercendo meu direito pleno e intransferível de autonomia, não apenas uma escolha dada as circunstâncias, mas uma atitude que demonstra o poder que eu exerço em uma situação específica.

E quanto ao que disse o apóstolo?

Ele sabe o que não quer e é exatamente o que ele não quer, que é feito. Consegue perceber aqui o que não foi dito, mas grita nas entrelinhas?"Preferir" é o "fraco", o que se dissolve no compromisso que não assumo, o "acho que não quero tanto assim!" E o que não quero é o forte que me domina, é o "mal que não quero, esse faço", então se trocarmos a ordem dos produtos podemos obter um novo resultado. "O bem que prefiro", o que seria politicamente correto, o aceitável, o que esperam de mim, este não faço e sabe por quê? Porque é o que vem de fora, o desejo. Ao desejo nos curvamos, então se ao invés de preferir fazer o bem, eu "desejar" fazê-lo, é certo que o farei, mas como saltar do preferir para o quero?

Volto à citação inicial que destaquei do livro: "EM VEZ DISSO, VOCÊ PRECISA TREINAR FICAR FORTE". Permita que esta expressão te envolva, passeie por sua pele, penetre nos seus poros, infiltre na sua corrente sanguínea, possua seus pensamentos no reino da vontade. Treinar ficar forte, dizer não a fraqueza e para a tendência de sempre repetir o que jurou de pés juntos não fazer novamente. Precisamos identificar esta tendência e treinar o oposto, ficar forte no movimento contrário.

O que não te agrada em seu comportamento? Pode considerar esta atitude uma tendência que vem repetindo-se dia após dia, em intervalos semanais ou mensais? "Em vez disso, você precisa treinar ficar forte". Então faça o bem que você QUER, e o mal que não PREFERE, esse não faça.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ausente e tão presente.

Por Vitalina de Assis.






Ela conseguira visualizar e com um pouco mais de silêncio poderia até ouvir as gaivotas. Lembrou-se de um casal de aves que vira no alto de uma palmeira e de como sua imaginação correra solta e em segundos estava com ele na praia debaixo da mesma. O suor que escorria como gotas de cristais pelo rosto daquele que amava profundamente, deliciosamente provava para não vê-las perderem-se na areia. As garças arrulhando-se ao cobrirem suas fêmeas e somando a tudo isto, o doce mar soprando sua música mágica e afrodisíaca! Cenário perfeito para um encontro tão esperado.

O homem de pé naquela sacada do hotel sentia a brisa que o mar insistentemente soprava em sua face. Fechando os olhos tornava-se nítido um hálito aquecido, um beijo desenhava-se, e por todo o seu corpo percorria um arrepio que imprimia em cada poro o desejo de possuí-lo.

Não era a brisa, não era o vento...
Era um sopro...
Uma presença...
Ela tinha que estar ali...

Aquela presença se move. Aqueles beijos agora na boca que geme e quer mais parece querer brincar de beijar e tocar outras bocas. Na orelha deliciosos gemidos, lambidas cálidas, mordidas imprecisas. Que som era aquele que gritava desejo, que sussurrava tesão, que gemia paixão?

Silêncio.

Percorre a nuca, se enrosca no  pescoço, se perde atrás da orelha, mapeia , redesenha, contorna, recontorna, desfaz e refaz. Refeito o que estava feito, segue seu caminho... Para no peito.

O beijo...
Uma boca.
Agora um corpo.
Agora seios.

Peito e seios comprimindo-se, fundindo-se em um abraço real, irreal, forte, torpe, animal.
Abraço esperado, desejado, tão sonhado!
Abraço quente, que sente, não mente amor, calor,  não causa dor.
Abraço cede a força, cede pressão, afasta-se.
Aquele corpo gira o quarto, move a cama, gira o mundo, para o tempo...

Se lança na rede, balança a rede, ainda tem sede.
Aquele homem, imóvel, ouve a rede...
Que balança em calma

Que encanta e chama
Que sussurra e canta
Abre os olhos e se lança.

Aquele corpo que balança a rede, ainda tem sede. Recebe... ajeita...deleita... beija.

Um coração bate à porta.

Aquele homem agora possuído e com marcas felinas pelo corpo, se entrega ao gozo, se entrega à paixão. Não há mais horas, dias, meses. Entorpecido estava e permaneceria imóvel, se uma atração muito forte não o impelisse até aquela porta. Como que dominado por um súbito interesse, ergueu a cabeça e olhou atentamente naquela direção. 

Que estranha força era aquela que desatava-o do abraço,
que fazia-o mover-se,que tirava-o do sonho,
do irreal feito real?
Que força era aquela delicadeza que batia na porta?

Tão suave e intempestiva?
Tão graciosa e descompassada?
Tão surda e tão sonora? Tinha que ser ela...
Anônima e conhecida.
Ausente e tão presente!
Calada e tão falante!
Distante um dia, envolvente por toda vida!

Aquele homem consciente da presença quente que aguardava lá fora e portas não poderiam reter e impedir seu mover, não se detém mais, torna-se urgente! Imperativo abrir, e deixar entrar. Suas mãos tremulas e ansiosas abrem caminho na escuridão do quarto que com as luzes apagadas, mas iluminado pela luz do luar, vicejava um prazer muito refinado que fazia emanar desejos incontidos que logo romperiam suas amarras e toda uma gama de reprimidos desejos saltariam enfim, livres em busca de satisfação! Seu coração não batia descompassadamente, nem estava prestes a colocá-lo em apuros e, entoando em parceria com o mar, marcava o tempo daquele canto entorpecedor. Ao tocar a maçaneta e ao girá-la passam-se segundos eternos e todas as juras, todas as palavras confidenciadas, todos os sentimentos e emoções vivenciados, toda a paixão retida e idealizada se transformam em fontes de luz e cor ante seus olhos. Mesmo assustado com tamanha magia, nada mais pode surpreendê-lo neste momento. O que estava por vir, atípico e sem igual neste planeta, teria sido a muito idealizado, talvez nas estrelas, talvez em outros mundos, talvez em outros sóis. Fosse o que fosse não se comportava como algo terreno. Luz e cores emergiam dele e nada, à sua volta lembrava um lugar comum. Seria assim um encontro de almas? Questiona-se afinal.

Abre a porta e la estava ela. Personificada toda uma expectativa, toda uma espera, toda uma essência. Seus olhos nada desafiadores e um tanto tímidos, comportavam ternura, ansiedade, medo e um querer perscrutar e penetrar nos recônditos daquele que se apresentava ante eles e que agora, ternamente, tocava-lhe os cabelos. Seu toque tinha um "q" de esotérico, de mágico, de sublime. Reclina-se e aproxima-se daqueles lábios quentes. Esperava-se um beijo, mas decididamente e por mais que ambos o quisessem, não era o oferecido, o tal! Não era o recebido o tão desejado encontro dos lábios para uma troca a muito idealizada, a muito desejada. O que via-se ali era apenas um roçar, um breve e leve roçar que mesmo em nível tão impreciso queimava como fogo. O que não se esqueceria por décadas, por vidas.
 O olhar que fala mais do que palavras, convida, atrai. Ela entra. Segue. Fixa. Cativa deste olhar é conduzida até aquela sacada que não lhe parece estranha, alheia. Tinha certeza de já ter estado ali horas antes. Tinha certeza de já ter feito aquele homem prisioneiro do seu encanto, do seu desejo. Perplexa questiona-se: Como posso ter tão nítida certeza se na verdade é este o momento real do encontro? Mas como  explicar o que não é apenas uma vaga impressão? Teria acontecido? Teria sonhado? Teria ido além do mover temporal? Ou o meu desejo irreverente fugira do meu controle e vivenciara antes de mim todo este encantamento? Sai dos seus devaneios.

Aquele homem, mãos agora, toca em sua blusa, nos seus botões. Abre um a um e vai expondo colo, seios, ventre. Ela não se dá conta da exposição a qual está sendo submetida, sente apenas o calor das mãos e como estão quentes! Sua blusa lançada ao chão, é apenas um detalhe que rouba-lhe a atenção por alguns segundos. Quando retorna, são suas as mãos que desnudam aquele homem. Uma camisa é atirada sobre a que já estava à espera. Pensar que tecidos poderiam estar entrelaçando-se faz com que desejem que pele, calor, corpos, peitos e seios se fundam. Peito e seios cravam seu calor e intensificam o desejo.

 Difícil saber onde estava ele... onde estava ela.